Fatores como idade, textura da pele, distúrbios da acuidade visual, problemas emocionais, etc., poderão deixar como consequência sua marca na região das pálpebras. Assim é que, quando você é examinado (a) pelo cirurgião plástico, este fará uma análise profunda para intervir somente naqueles setores que possam se beneficiar com a cirurgia.

Muitas vezes o problema das pálpebras ocorre devido a fatores clínicos, não sendo indicada qualquer cirurgia (olheiras, edemas, etc.). Outras vezes, os problemas clínicos estão associados ao cirúrgico e mesmo que opere devidamente as pálpebras ainda assim persistirá um percentual do defeito original, decorrente do distúrbio clínico associado.

A cirurgia plástica das pálpebras corrige apenas os excessos de pele, gordura e flacidez muscular do território palpebral, podendo em certos casos melhorar o aspecto funcional, além de estético. Não deverá, entretanto, acarretar qualquer prejuízo para o lado da função das pálpebras, desde que a evolução pós-operatória seja normal.

 

PERGUNTAS MAIS COMUNS

Existe uma idade ideal para se operar as pálpebras?

Não existe uma idade ideal, mas sim a oportunidade ideal. Essa oportunidade é determinada pela presença do defeito a ser corrigido e geralmente ocorre após a terceira década.

As cicatrizes são visíveis? Onde se localizam?

Sendo a pele das pálpebras de espessura muito fina, as cicatrizes tendem a ficar praticamente disfarçadas nos sulcos da pele. Para tanto deve ser aguardado o período de maturação da cicatriz (três meses). Pela sua localização são passíveis de serem disfarçadas com uma maquiagem leve, desde os primeiros dias.

Qual o tipo de anestesia?

Pela extensão da cirurgia e boa qualidade dos anestésicos a maioria dos casos é operada com anestesia local (em alguns casos, com uma sedação prévia). Dependendo da vontade do paciente poderão ser feitas com anestesia geral. Reserva-se esta última conduta para os casos em que clinicamente está contraindicada a anestesia local, ou mesmo, quando a blefaroplastia esteja sendo feita simultaneamente a outras cirurgias.

Há dor no pós-operatório?

Geralmente não. Mesmo que ocorra uma sensibilidade maior ou pequenas crises de dor estas poderão ser perfeitamente amenizadas com o uso de analgésicos comuns. Seu médico lhe prescreverá aquele mais indicado. Não se automedique.

Os olhos ficam muito inchados? Por quanto tempo?

O edema (inchaço) dos olhos varia de paciente para paciente. Existem aqueles (as) que já no 4º ou 5º dia apresentam-se com um aspecto bastante natural, outros atingem este resultado após o 8º dia. Mesmo assim os três primeiros dias do pós-operatório são aqueles em que há um maior "inchaço" das pálpebras. O uso de óculos escuros poderá ser útil nesta fase, assim como a utilização de compressas frias diminui a intensidade do edema. Somente após o 3º mês é que poderemos dizer que o edema residual é discreto.

Qual o período de internação?

Anestesia local: de 8 a 12 horas. Anestesia geral: 24 horas.

Quanto tempo dura a cirurgia?

Normalmente em torno de 90 minutos. Dependendo do caso existem detalhes que podem prolongar este tempo, entretanto o tempo do ato cirúrgico não deve ser confundido com o tempo de permanência do paciente no Centro Cirúrgico, pois esta permanência envolve também o período de preparação anestésica e recuperação pós-operatória. Seu médico poderá lhe informar quanto ao tempo total.

O que são as 'manchas roxas ou avermelhadas' observadas em certos casos?

São nada mais do que a infiltração do sangue na pele subjacente, e mesmo na conjuntiva ocular são devidas ao próprio trauma cirúrgico. Isto, entretanto, não constitui qualquer problema futuro e não é considerado como complicação, mas sim, uma intercorrência transitória e reversível.

Quando atingirei o resultado definitivo?

Após o 3º mês. Entretanto, logo após o 8º dia já teremos aproximadamente 25% do resultado almejado, sendo que nas duas ou três semanas subsequentes esse percentual tende a melhorar acentuadamente.

Os olhos ficarão ocluídos após a cirurgia?

Não obrigatoriamente. Podem ser recomendadas a colocação de compressas frias por alguns minutos, várias vezes ao dia, ato este controlado pelo (a) próprio (a) paciente, como profilaxia do edema acentuado. Alguns cirurgiões, entretanto, preferem a oclusão dos olhos no pós-operatório.

Afinal, o resultado compensa?

Se você está ciente do que deseja e o cirurgião puder lhe propiciar aquilo que você pediu, sem dúvida compensa. Entretanto, é importante levar em consideração o fato de que a cirurgia das pálpebras não proporciona rejuvenescimento geral à face, quando executada isoladamente. Muitas pacientes esperam este resultado (rejuvenescimento) apenas com a blefaroplastia. O cirurgião plástico apenas melhorará esse território prejudicado pelos defeitos estéticos aí pré-existentes. O rejuvenescimento da face implica em outras condutas associadas à blefaroplastia. Os "pés de galinha" mesmo que devidamente operados, nunca desaparecerão. Ficando ainda o estigma devido à ação do músculo orbicular e à perda da elasticidade da pele remanescente.

RECOMENDAÇÕES

PRÉ-OPERATÓRIO

• Comparecer ao local da cirurgia (hospital, clínica) no horário previsto na sua guia de internação.
• Comunicar qualquer anormalidade que possa lhe ocorrer, quanto ao seu estado geral até a véspera da internação.
• Não fazer maquiagem no dia da internação.
• Trazer óculos escuros.
• Na eventualidade de se internar no mesmo dia da operação, venha em jejum.
• Compareça acompanhado (a) para a internação.

PÓS-OPERATÓRIO

• Compressas com água fria sobre os olhos poderão ser úteis para diminuir o tempo de edema e proporcionar certo conforto pós-operatório.
• Alimentação livre a partir do 2º dia pós-operatório. Carnes, leite e ovos (proteínas) são recomendados, assim como vitaminas em forma de frutas.
• Usar óculos escuros quando se expuser a luz natural e ao vento.
• Evitar sol, vento e friagem por 10 dias.
• Obedecer à prescrição médica.
• Voltar ao consultório para curativo e revisão nos dias estipulados.
• Não traumatizar, nem "coçar" os olhos.
• Dependendo de sua evolução pós-operatória, você poderá voltar às suas atividades normais após 5 a 7 dias.